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Inteligência Emocional foi tema de workshop para membros e servidores da Defensoria Pública

A palestra foi conduzida pela escritora, professora e consultora na área, Marluce Dezorzi, no auditório da sede do órgão, na tarde de quarta-feira (29/6). Foi transmitida ao vivo e está disponível no canal do youtube da DP
Marcia Oliveira | Assessoria de Imprensa da DMPT

Consultora da área comportamental falou sobre inteligência emocional para servidores e membros da DPMT - Foto por: Bruno Cidade
Consultora da área comportamental falou sobre inteligência emocional para servidores e membros da DPMT
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Razão ou emoção? Técnica ou comportamento adequado? Qual opção pode nos levar a uma vida mais assertiva e feliz? Nem um, nem outro! A resposta certa, conforme a escritora, professora e consultora organizacional, Marluce Dezorzi, é o equilíbrio. Conhecer os próprios sentimentos e o dos outros para usar razão e emoção, técnica e comportamento de formas adequadas, no desempenho profissional e na vida, é ter em mãos a fórmula para a felicidade.

O tema foi abordado, de forma detalhada, com os servidores e membros da sede administrativa da Defensoria Pública de Mato Grosso na tarde de quarta-feira (29/6), no workshop “Inteligência Emocional - Compreendendo Nossas Emoções para usá-las com Sabedoria”.

Durante a sua apresentação, a professora, que é formada em psicologia e comunicação social, levou os presentes a conhecerem os benefícios da Inteligência Emocional como ferramenta de autoconhecimento. E informou que a fórmula da felicidade seria composta por quatro elementos fundamentais: a autoestima, a autorrealização, boas relações interpessoais e o otimismo.  

Cada um desses itens foi explicado e exemplificado e segundo Marluce, se trabalhados de forma conectada, com sabedoria, nos leva a usar a emoção e a razão de forma a nos beneficiar ao invés de nos prejudicar.

“Os estudiosos do tema atualmente dizem que temos que ter a postura de cientistas de nossas emoções, não juízes. Precisamos conhecer, identificar, localizar a origem delas e não julgá-las. Somos seres humanos, a emoção em nós vem primeiro que a razão. Saber sentir, nomear o sentimento e emoção, conhecer a origem delas e controlar isso com a razão, pode nos levar a ser profissionais capazes técnica e emocionalmente. E é esse perfil que as empresas buscam hoje”, explicou.

Marluce lembrou que a Inteligência Emocional é uma característica desejada pelas empresas em seus quadros, tanto em líderes como em coordenados, por superar a definição do Quociente de Inteligência (QI). Esse último mede inteligência como a capacidade de compreender, aprender, lembrar, pensar de modo racional, solucionar problemas e aplicar o que foi aprendido. Já o primeiro, além disso, engloba também o elemento humano e suas interrelações imediatas. 

“A pessoa com inteligência emocional considera a si mesma e aos outros, relaciona-se com as pessoas, adapta-se com as imediações a fim de ser bem sucedido ao lidar com as demandas. A inteligência emocional é tática, imediata, enquanto a inteligência cognitiva é estratégica, de longo prazo. A inteligência emocional ajuda a prever o sucesso, porque reflete como uma pessoa aplica o conhecimento à situação imediata”, explicou a professora.

Inteligência Emocional - A palestra foi transmitida ao vivo e também está disponível no canal da Defensoria Pública no Youtube para os que não puderam assistir presencialmente. O encontro foi organizado pela coordenadoria de Gestão Funcional do órgão, sob a gestão da servidora Karise Crivelli, após a unidade ouvir os servidores numa pesquisa sobre qual tema gostariam que fosse trabalhado para melhorar o clima organizacional. 

“Inteligência Emocional foi o tema do quesito desenvolvimento mais votado pelos servidores na pesquisa do Clima Organizacional. Então decidimos incluir esse workshop no plano diretor da Coordenadoria de Gestão Funcional (CGF) ainda no primeiro semestre, para atender ao pedido dos servidores. A professora Marluce deu aula para mim no módulo de relações interpessoais e quando fiz o convite, ela nos atendeu prontamente”, informou Karise.

Administração Superior - A segunda subdefensora pública, Gisele Chimatti Berna, falou em nome da Administração Superior, lembrando a importância do tema para os trabalhadores do órgão que, no dia a dia, recebem um público muito sofrido, que muitas vezes, enxergam no defensor ou no servidor, um ponto de apoio para aliviar seus fracassos, medos, dores e problemas. 

Ela lembrou que, mesmo podendo ajudá-los muito, o trabalho dos profissionais da Defensoria Pública não conseguirá aplacar todas as carências desse público. Logo, ter inteligência emocional ao comunicar-se com ele, é fundamental.

“Nós que lidamos com o público, recebemos toda uma carga emocional de pessoas, quando  elas pleiteiam seus direitos e suas questões. E precisamos ter muita inteligência emocional na forma de tratá-los, de conduzir esse atendimento, pois são, em sua maioria, privadas de recursos, pessoas com pouco estudo, pouco acesso à educação, à formas de controle emocional e isso é um desafio. Esse, pra mim, sempre foi o maior desafio em nosso trabalho na Defensoria. Como receber essas pessoas, com suas marcas, com suas mágoas e atendê-las bem”, pontuou Gisele.   

Retorno - Para a servidora da Unidade de Controle Interno, Francisca Lia Girão Santos, a palestra trouxe um tema fundamental, pertinente e necessário, com todo o cuidado e empenho da CGF para a execução do evento. 

“Gostei muito da palestra, o tema é muito importante, falar do tema dentro da organização é importante. Sinto que há necessidade dos seres humanos que viveram a pandemia falar mais sobre emoções, pois penso que esse evento afetou muito a todos nós, ainda estamos no processo de retomar, se redescobrir, principalmente no contexto de trabalho e social, no geral. A palestra foi enriquecedora, nos leva a refletir no que podemos fazer de melhor por nós e pelos outros e tudo foi bem organizado, como sempre, pela CGF. Espero que tenha mais”.

O servidor da coordenadoria de Finanças e Contabilidade, Kleyton Roberto Cirqueira, avalia que a palestra foi produtiva.

“Achei que foram abordados vários pontos interessantes, tais como, alguns sentimentos que ficam ocultos em nosso subconsciente. Ela mostrou que podemos despertar a possibilidade de controlá-los, ou seja, trabalhar a evolução desses sentimentos e com isso, obter resultados positivos que realmente podem melhorar o nosso dia a dia, melhorar a nossa saúde mental. Eu particularmente fiquei muito interessado em pesquisar mais sobre o assunto depois da palestra de ontem”, concluiu.