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Defensor ministra palestra sobre prevenção ao suicídio em Escola Estadual de Canarana

Nesta sexta-feira (dia 9), o defensor público André De Santi, coordenador do Núcleo de Canarana, ministrou uma palestra sobre a prevenção ao suicídio para 100 alunos da Escola Estadual Norberto Schwantes
Alexandre Guimarães | Assessoria de Imprensa/DPMT

Arquivo/DPMT
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Na manhã de hoje (9), em referência ao Setembro Amarelo, o defensor público André De Santi ministrou uma palestra sobre prevenção ao suicídio para cerca de 100 alunos da Escola Estadual Norberto Schwantes, em Canarana (823 km de Cuiabá).

O evento foi realizado nesta sexta-feira porque amanhã – 10 de setembro – é oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A campanha segue durante todo o mês e, em 2022, o lema é “A vida é a melhor escolha!”.

“É um tema bastante importante. Estamos buscando o estreitamento dos laços com as escolas de Canarana, apresentando a Defensoria e trazendo temas relevantes para os alunos. Essa é uma questão de saúde pública, de cunho social, e quanto mais instituições se empenharem em prol dessa causa certamente vamos ter números melhores no futuro”, afirmou De Santi.

Além do defensor público, a psicóloga Daniele Reginatto Plisca, que atua na equipe multidisciplinar do Fórum de Canarana, também conversou com os estudantes dos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental sobre o assunto.

“Apontamos os principais sinais das pessoas que dão indício de que poderão cometer suicídio, como é realizado o tratamento, quais são as principais causas que levam a pessoa a praticar esse ato contra a própria vida”, pontuou o defensor.

Segundo dados do DataSUS, plataforma do Governo Federal que concentra informações relativas à saúde no Brasil, as mortes por lesão autoprovocada entre 2011 e 2020 aumentaram 35%. Só em 2020, foram registrados 12.895 suicídios. Nesse período (entre 2011 e 2020), Mato Grosso registrou 1.782 suicídios.

“Mostramos que os números desses casos têm crescido de forma acelerada e que é necessário o apoio de toda a sociedade, das famílias, das instituições, para conseguirmos reverter esse quadro”, destacou.

De acordo com um estudo publicado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em 2019, houve um aumento de 24% nos casos de suicídio de jovens de 11 a 20 anos, entre 2006 e 2015.

“Orientamos sobre os órgãos de apoio em caso de sinais de que a pessoa possa cometer suicídio. Franqueamos o acesso à Instituição caso esses canais não deem o atendimento adequado, colocamos a Defensoria à disposição para auxiliar em tudo que for preciso”, arrematou De Santi.