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PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


DPMT adere à campanha nacional de inclusão e combate ao capacitismo

Iniciativa do Ministério Público do Trabalho reúne histórias reais para combater o capacitismo e promover a acessibilidade e a igualdade de oportunidades

Por Marcia Olivera
06 de de 2026 - 13:40
 DPMT adere à campanha nacional de inclusão e combate ao capacitismo


A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT) aderiu à campanha nacional “Diferenças que Somam”, iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT) voltada à promoção dos direitos das pessoas com deficiência e reabilitadas. Com a adesão, a instituição passa a integrar uma rede de organizações comprometidas com o combate ao preconceito e contribuirá para disseminar informações sobre acessibilidade, inclusão e igualdade de oportunidades. 

A participação da DPMT prevê a divulgação de conteúdos da campanha em seus canais de comunicação, incluindo redes sociais e meios institucionais. Os materiais apresentam depoimentos de pessoas com diferentes tipos de deficiência, abordando experiências relacionadas ao trabalho, à mobilidade, à autonomia e às dificuldades enfrentadas no cotidiano.

Lançada pelo Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES), a campanha busca sensibilizar empresas, instituições públicas e a sociedade sobre a necessidade de eliminar barreiras que restringem a participação das pessoas com deficiência, especialmente no mercado de trabalho.

A iniciativa também procura combater o capacitismo, forma de discriminação baseada na deficiência, frequentemente associada à ideia de que essas pessoas são incapazes de desenvolver determinadas atividades ou exercer plenamente seus direitos.

Como funciona a campanha - A campanha “Diferenças que Somam” é uma ação de mobilização e conscientização social. O objetivo não é oferecer benefícios financeiros ou realizar cadastros, mas ampliar o conhecimento sobre os direitos das pessoas com deficiência e incentivar mudanças de comportamento nas instituições e na sociedade. Para isso, disponibiliza materiais acessíveis de comunicação, produzidos com a participação de pessoas com deficiência e reabilitadas, que compartilham suas histórias em vídeos, fotografias, podcasts e publicações digitais. 

A campanha dá atenção especial às chamadas barreiras atitudinais, caracterizadas por comportamentos, preconceitos e estereótipos que dificultam ou impedem o exercício de direitos pelas pessoas com deficiência. Embora a legislação brasileira assegure direitos e estabeleça mecanismos para ampliar a inclusão profissional, a discriminação e a falta de oportunidades ainda fazem parte da realidade de muitas pessoas com deficiência.

Um levantamento realizado em novembro de 2024 pela consultoria Coexistir, durante a 19ª Feira Internacional de Inclusão, Acessibilidade e Reabilitação (Reatech), em São Paulo, mostrou que 52% dos entrevistados estavam desempregados. 

Entre os participantes da pesquisa, 63% relataram ter sofrido discriminação no trabalho e 64% afirmaram nunca ter recebido uma promoção profissional. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), que completou onze anos em 2026, estabelece garantias relacionadas à educação, saúde, trabalho, transporte, acessibilidade e participação social. 

Já a Lei nº 8.213/1991 determina que empresas com 100 ou mais empregados reservem de 2% a 5% de seus postos de trabalho para pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados pela Previdência Social. Os materiais, depoimentos e informações sobre a campanha podem ser acessados no site oficial.