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JUSTIÇA SEM FRONTEIRAS


Defensoria garante reconhecimento de paternidade para jovem de 22 anos durante mutirão

Atuação da DPEMT assegurou a inclusão do nome do pai e dos avós paternos no registro civil de Angélica Poiche; acordo foi homologado no mesmo dia

Por Alexandre Guimarães
24 de de 2026 - 16:20
Reprodução Defensoria garante reconhecimento de paternidade para jovem de 22 anos durante mutirão


Após 22 anos de espera, a jovem Angélica Poiche finalmente obteve a sua certidão de nascimento completa, com a tão sonhada inclusão do nome do pai.

O reconhecimento de paternidade ocorreu no último dia 12 de junho, na comunidade de Palmarito, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (522 km de Cuiabá).

A ação aconteceu durante a 2ª edição do projeto Expedição Justiça Sem Fronteiras, por meio de um acordo mediado pela Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT).

O defensor público Antônio Goés de Araújo, responsável pelo atendimento da família, destacou a importância da mudança no registro civil para a dignidade e a cidadania da jovem.

“A família procurou a Defensoria Pública para regularizar a situação. Ela é e sempre foi filha, mas não tinha o registro. É o reconhecimento da sua origem. A gente percebeu a emoção dela quando saiu a decisão”, relatou o defensor.

Ele explicou que o sentimento de pertencimento familiar foi o grande destaque do caso: “Era um casal já com idade, com seis filhos, mas a sexta filha não tinha o registro do pai e se sentia diferente dos irmãos. Ela procurou a Defensoria no mutirão e já saiu com a sentença”.

Entenda o caso – A aposentada Maria Lorenza Poiche Hurtado, de 59 anos, e Miguel Parabá Messias, 68, mantêm um relacionamento de décadas e são pais de seis filhos.

No entanto, por diferentes motivos, Angélica, que nasceu no dia 18 de outubro de 2003, havia sido registrada apenas com o nome da mãe.

Buscando mudar essa realidade, a família aproveitou a passagem do mutirão para formalizar o vínculo de forma voluntária.

Cidadania imediata – Após a equipe da DPEMT elaborar o termo de reconhecimento de paternidade, o pedido foi encaminhado ao juiz coordenador do evento, José Antônio Bezerra Filho.

O magistrado homologou o acordo imediatamente, garantindo a extinção do processo com resolução de mérito.

Com a decisão, ficou autorizada a averbação direta no registro de nascimento da jovem, que passou a assinar legalmente como Angélica Poiche Parabá.

O documento agora também conta com os nomes de seus avós paternos, Rafael Parabá e Pascoala Messias.

Todo o serviço foi prestado de forma totalmente gratuita, assegurando o direito de filiação e acesso rápido à Justiça em uma única etapa.

Expedição – O projeto Justiça Sem Fronteiras é realizado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso e leva serviços essenciais a comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.