Quem está sob ameaça de despejo, enfrenta uma disputa pela posse da casa ou do terreno, precisa regularizar um imóvel ou teve o direito à moradia afetado por uma ação do poder público pode procurar a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) para receber orientação e assistência jurídica gratuita. A atuação da instituição pode envolver desde a busca por acordos e regularização fundiária até medidas judiciais para evitar remoções ou garantir alternativas habitacionais em situações de vulnerabilidade.
Nesta sexta-feira (21), Dia Nacional da Habitação, a defensora pública que atua no Núcleo Especializado em Conflitos Fundiários e com demandas de Direitos Difusos e Coletivos, Silvia Ferreira, explica que o direito à moradia vai além de garantir a existência de um espaço físico para viver, mas, busca proteger toda a dimensão humana envolvida no processo.
“Para muitas famílias, ter uma casa não significa apenas possuir um imóvel. É ter um lugar para voltar todos os dias, onde os filhos crescem, onde são construídas memórias e onde se encontra segurança para sonhar e planejar o futuro. É, sobretudo, ter um lar”, afirma.
A data comemorativa foi criada em 1964, em referência à instituição do Sistema Financeiro da Habitação e do Banco Nacional da Habitação (BNH), extinto em 1986. Mas, o direito à moradia está previsto, entre os sociais, no artigo 6º da Constituição Federal de 1988.
E na prática, a defensora explica que a atuação da DPEMT ocorre quando esse direito precisa ser reconhecido, protegido ou efetivado, como em conflitos de posse, ações de reintegração, ameaças de remoção, processos de usucapião e procedimentos de regularização fundiária. Silvia afirma que o trabalho do órgão é focado na proteção de famílias e comunidades em situação de vulnerabilidade que enfrentam dificuldades para ocupar, permanecer ou regularizar o local onde vivem.
“Por meio do Núcleo Especializado em Conflitos Fundiários a DPEMT atua em situações nas quais famílias estão ameaçadas de perder o lugar onde vivem. O trabalho institucional procura compatibilizar os diferentes direitos e interesses envolvidos e tenta construir soluções que considerem, de forma equilibrada, o direito à moradia, a função social da propriedade e as normas urbanísticas e ambientais”, disse.

