A defensora pública-geral de Mato Grosso, Luziane Castro, e a coordenadora do Grupo de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos (Gaedic) em atenção aos catadores de materiais recicláveis, Kelly Christina Monteiro, se reuniram na sexta-feira (16) com o consultor da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Luiz Antônio Pagot e a diretora comercial da Reciclate Brasil, Rosani Sguarezzi, com o objetivo de estreitar laços e projetar ações que venham a fomentar a educação socioambiental e valorização do trabalho dos catadores de recicláveis de todo o estado.
Durante a reunião, que aconteceu na Sede Administrativa da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT), em Cuiabá, as defensoras públicas apresentaram os trabalhos realizados pelo Gaedic em favor dos catadores de materiais recicláveis e de que forma as associações podem ajudar a viabilizar ações que possam levar mais autonomia e rentabilidade às organizações e cooperativas de catadores.
“Hoje conseguimos fazer uma amostra do quanto o trabalho do Gaedic tem auxiliado na mudança de vida dos catadores de materiais recicláveis. Essa população presta um trabalho de excelência para a sociedade, por isso buscamos fazer essa parceria com as associações para dar mais visibilidade e fortalecimento a eles”, diz Luziane Castro.
Criados por meio da Portaria nº 01091/DPG, os Grupos de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos (Gaedics) da DPMT visam dar atenção especial a grupos sociais específicos da população com o objetivo de prestar assistência jurídica integral e gratuita de forma prioritária e coletiva. Mais do que apoiar a atuação dos membros da Defensoria Pública, os Gaedics passaram a atuar como uma forma de empoderar os grupos sociais vulneráveis, incluindo os movimentos sociais, diretamente afetados em cada setor.
O Gaedic em atenção aos catadores de materiais recicláveis surgiu em 2020 e, desde então, atua com o objetivo de levar dignidade e conhecimento aos trabalhadores, fazendo com que eles possam se unir em associações e cooperativas para que busquem melhorias em suas vidas.
Para tanto, o grupo auxilia os trabalhadores com cursos de formação, educação básica, aulas que ensinam a criar e gerir as associações e cooperativas e também atuando lado a lado dos trabalhadores para que eles possam ter acesso às políticas públicas estaduais e municipais.
“A reunião nos ajudou a apresentar os anseios que os catadores possuem e também os êxitos e dificuldades que eles encontram quando o assunto é a agenda socioambiental. Apresentamos diversas formas de complementar e fomentar a coleta seletiva no estado e como os investimentos públicos podem auxiliar as organizações e cooperativas de catadores para que eles possam andar com as próprias pernas. A agenda socioambiental é uma matéria difundida e discutida no mundo todo e em Mato Grosso isso não pode ser diferente. Por isso nós precisamos estreitar as relações para que possamos fazer com que os catadores de materiais recicláveis sejam protagonistas da sua própria história”, garante Kelly Christina Monteiro.
