Registro que garante direitos - O impacto do atendimento pôde ser visto na história do pequeno L., de dois anos, que finalmente teve o registro de nascimento garantido durante a ação. O avô, Renato Umari Karajá, explicou as dificuldades enfrentadas pela família.
“É difícil sair daqui da aldeia para ir à cidade só para registrar a criança. Às vezes a gente não consegue transporte, e acabou passando todo esse tempo sem o registro. Sem o documento, a gente sofre muito quando ele adoece. Quando chegamos no hospital, pedem o registro, o CPF, o cartão do SUS, e a gente fica parado lá na porta”, relatou.
A chegada do projeto à aldeia trouxe alívio. “Agora eu estou muito alegre, muito feliz. Com o registro dele, não vamos mais ficar parados na porta do hospital. O documento vai abrir as portas para ele ter atendimento. É um peso que sai das costas”, afirmou.
Para o cacique Kurania Karajá, a presença da defensoria dentro do território representa um avanço significativo. “Esse atendimento é muito importante para nós, porque temos muita dificuldade de ir até a cidade. Ter vocês aqui dentro da nossa casa facilita demais a nossa vida. É uma alegria ver esse resultado e ter acesso a esses direitos sem precisar sair daqui”, disse.
Ele ainda reforçou a expectativa de continuidade do projeto. “A nossa comunidade está sempre crescendo e ter esse apoio da Defensoria aqui no território é fundamental para nós”.
Com atendimentos voltados à emissão de documentos, regularização de benefícios e orientação jurídica, o projeto segue para a aldeia Carretão, no município de Nova América (GO), na próxima segunda-feira, 06 de julho.