O VII Seminário Nacional de Comunicação e Defensoria Pública – Edição Cuiabá 2026 está chegando e a programação conta com muitas palestras, minicurso e workshop que irão tratar sobre os mais variados temas como o combate a fake news e golpes digitais, integração e identidade da comunicação interna em rede, estratégias de linguagem para uma comunicação inclusiva e até mesmo treinamento para gestão de reputação voltada para a Defensoria Pública. O evento acontece nos dias 9 e 10 de abril, em Cuiabá.
A realização fica por conta da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) em parceria com o Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), com o apoio da Escola Superior da Defensoria Pública de Mato Grosso (Esdep). Além das palestras, o Seminário será um ponto de encontro para troca de experiências e conhecimentos entre profissionais da comunicação e servidores que atuam na Defensoria Pública dos Estados.
Tratando sobre o tema “Defesa da Verdade - Combate a Fake News e Golpes Digitais”, o diretor de Promoção de Direitos Digitais da Secretaria Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Victor Durigan, irá analisar como a transformação digital, marcada pela ascensão das plataformas, da economia da atenção e da inteligência artificial, impacta o funcionamento da democracia e dos sistemas de justiça, partindo da ideia de que a democracia depende de processos comunicativos baseados em informação de qualidade, pluralidade e confiança institucional.
“No entanto, a plataformização do debate público, mediada por algoritmos e modelos de engajamento, favorece conteúdos extremos e amplia a desinformação, hoje estruturada, intencional e frequentemente coordenada. Os efeitos incluem erosão da confiança, fragmentação da esfera pública, polarização e prejuízos à autonomia individual e à deliberação coletiva, com impactos concretos em áreas como saúde, eleições e estabilidade institucional. Tal cenário aprofunda também a fragilização dos direitos dos cidadãos no ambiente digital. A ampla disponibilidade de ferramentas tecnológicas tem facilitado golpes e fraudes eletrônicas em escala, com uso de simulação de identidades, automação e engenharia social, gerando riscos patrimoniais, reputacionais e psicológicos.”, afirma Victor Durigan.
A professora de Comunicação e Gestão de Crises e fundadora e presidente da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom), Gisele Lorenzetti, irá ministrar a palestra “Comunicação Inclusiva e Jornalismo de Causa”, abordando como a comunicação, especialmente no campo público e jurídico, pode tanto incluir quanto excluir pessoas em geral e, em especial, as que vivem em situação de vulnerabilidade.
A partir da ideia de que a linguagem pode ser um instrumento de poder que muitas vezes distancia exatamente aqueles que mais precisam acessar direitos, Lorenzetti apresenta os fundamentos da comunicação inclusiva, com foco em clareza, assertividade, objetividade, acessibilidade e respeito, além de exemplos práticos que mostram como transformar conteúdos técnicos em mensagens compreensíveis e úteis para a população. A apresentação conecta esses princípios ao conceito de jornalismo de causa, destacando o papel estratégico da comunicação da Defensoria Pública na promoção de direitos e no fortalecimento da cidadania.
A mestra em Comunicação e Consumo (ESPM), especializada em Neurociências, Educação e Desenvolvimento Infantil (PUCRS) e professora de pós-graduação na ESPM e na Faculdade Exame, Marina Pechlivanis, traz ao Seminário o debate sobre “Comunicação Interna em Rede - Integração e Identidade”.
De acordo com a palestrante, a apresentação reúne técnicas de fundamentação sobre processos de comunicação que ajudam na efetividade de uma expectativa de clareza: “na comunicação sempre há o que se comunica e o que se entende. Todavia, estamos falando aqui de ‘uma rede que integra e que, muitas vezes, é uma rede que gera intrigas’. Portanto, iremos falar sobre como integrar sem gerar intrigas, sem perder a identidade dos interlocutores nesse processo e sem perder a ‘identidade da marca’, que neste caso é a Defensoria”, afirma Marina.
O “Minicurso: Media Training e Gestão de Reputação na Defensoria”, fica a cargo do ex-secretário de comunicação do Governo de Mato Grosso, o jornalista e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Pedro Pinto de Oliveira. Atuando como mídia training há 30 anos, Pedro Pinto irá abordar a preparação de porta-vozes, o alinhamento de mensagens e a prevenção de crises institucionais, temas estes que terão como foco a atuação na Defensoria Pública.
“Iremos tratar de formas e conteúdos postos em ação pela comunicação organizacional na gestão da imagem pública da instituição e dos defensores. Durante o minicurso vamos aprender como superar crises de imagem; como divulgar o trabalho da Defensoria Pública em diferentes contextos e para diferentes públicos, como articular estratégias comunicativas para superar os ‘significados entrincheirados’ que dificultam o diálogo com o público em geral”, afirma Pedro Pinto de Oliveira.
Já o “Workshop Social Media Training: Engajamento e Estratégia Digital”, ministrado pelo especialista em marketing digital, gestão de redes sociais e assessor de imprensa, Lucas Rodrigues, irá abordar a prática sobre tendências, algoritmos e produção de conteúdo para redes sociais institucionais. Lucas Rodrigues é conhecido por tratar o tema de forma leve e acolhedora para o público.
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