Na tarde desta quarta-feira (7), na 10ª edição do Expojud, em Brasília (DF), a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT) apresentou o case “Rede de Confiança entre a DPMT e as Associações Civis: da cartilha às redes sociais”, que reúne experiências desenvolvidas para aproximar a instituição das comunidades e ampliar o acesso a informações sobre direitos.
A iniciativa, conduzida pela Diretoria de Imprensa e Comunicação Institucional (DICI) do órgão, parte de uma ideia simples: a informação chega mais longe quando circula também por meio de pessoas e organizações que já têm a confiança da comunidade.
O Expojud é o maior congresso internacional de tecnologia, inovação e direito para o ecossistema de Justiça e órgãos de controle do Brasil, que neste ano ocorre de 6 a 8 de outubro, no CICB (Centro Internacional de Convenções do Brasil), na capital federal.
Para a diretora de Imprensa e Comunicação Institucional da DPMT, Érika Oliveira Gonçalves, a participação no evento representa o reconhecimento de uma mudança na forma de fazer comunicação pública.
“A comunicação da Defensoria Pública de Mato Grosso deixou de ser apenas divulgação e passou a ser estratégia institucional”, afirmou.
Segundo a diretora, estar ao lado de experiências de comunicação do Sistema de Justiça permite compartilhar iniciativas, aprender com outras instituições e mostrar que é possível fazer comunicação pública com foco nas pessoas.

Fato ou Fake e Cartilha para Associações – A estratégia apresentada no Expojud reúne duas experiências que têm as associações civis como parceiras na produção e disseminação de informação.
Uma delas é a série “Fato ou Fake”, desenvolvida para as redes sociais da DPMT em parceria com cooperativas de catadoras e catadores de materiais recicláveis.
Na iniciativa, os próprios trabalhadores respondem a dúvidas comuns da população, levando informação de forma simples, direta e próxima da realidade das comunidades.
Além de combater a desinformação, a série amplia a visibilidade do trabalho realizado pelos catadores e fortalece o protagonismo das cooperativas.

A experiência também despertou o interesse de grupos de outras cidades, que procuraram a Defensoria para participar da iniciativa.
A segunda frente é a “Cartilha de Orientações para Registro de Associações”, criada para ajudar grupos comunitários que desejam formalizar suas organizações, mas encontram dificuldades para entender os procedimentos necessários.
O material reúne orientações passo a passo, modelos e checklist de documentos para o registro em cartório.
A cartilha foi lançada durante o Encontro Estadual “Diálogos com as Associações”, que reuniu representantes de diferentes instituições para discutir temas relacionados à atuação e à organização da sociedade civil.
