Uma mensagem aparentemente legítima, enviada por alguém que se apresenta como defensor público ou servidor da Defensoria Pública, pode esconder uma tentativa de golpe. Criminosos têm recorrido ao WhatsApp e às redes sociais para utilizar nomes, fotos e dados reais de processos e, assim, convencer vítimas a realizar transferências de dinheiro.
Para dar credibilidade à abordagem, os golpistas podem apresentar informações verdadeiras sobre processos, utilizar documentos com aparência oficial, fotografias de profissionais e até números reais de ações judiciais. A partir desses dados, fazem cobranças de valores, anunciam supostas indenizações ou alegam a necessidade de pagamentos urgentes, geralmente por meio de Pix.
É diante desse tipo de abordagem que a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) orienta a população a redobrar a atenção, pois toda a assistência jurídica promovida pela DPEMT é 100% gratuita, realizada por defensoras, defensores públicos e servidores.
“A Defensoria jamais cobra por atendimento, peticionamento ou qualquer outro tipo de serviço judicial ou extrajudicial, e nunca exige pagamentos ou transferências via Pix para que o cidadão possa receber valores de indenizações ou o resultado de processos”, explica o coordenador de Inteligência e Segurança Institucional da DPEMT, Murilo Chimenes Sales Peres.
Sinais de alerta - Um dos principais recursos utilizados pelos criminosos é a criação de uma situação de urgência. As mensagens podem conter ameaças, cobranças ou informações alarmantes para provocar medo e fazer com que a vítima tome uma decisão rápida, sem verificar a autenticidade do contato.
Por isso, a orientação é manter a calma diante de qualquer solicitação inesperada de dinheiro. Também é importante evitar o envio de documentos, senhas, códigos de autenticação ou outros dados pessoais ou bancários e jamais realizar pagamentos.
Sempre que houver suspeita de crime ou tentativa de golpe, a orientação é não repassar nenhuma quantia e entrar em contato com a Defensoria por meio dos canais oficiais ou se dirigir até um núcleo para denunciar e verificar as providências cabíveis.
Como se proteger - Sempre que houver suspeita de crime ou tentativa de golpe, a orientação é não repassar nenhuma quantia e entrar em contato com a Defensoria por meio dos canais oficiais ou se dirigir até um núcleo para denunciar e verificar as providências cabíveis.
Outra recomendação é não utilizar números de telefone, links ou contatos fornecidos pelo próprio suspeito para fazer a confirmação. O ideal é buscar, por iniciativa própria, os canais oficiais da instituição.
O atendimento via whatsapp da DPEMT está disponível pelo número (65) 99963-4454, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, mesmo horário do expediente regular praticado nos Núcleos da instituição em todo o estado. Os contatos dos núcleos da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso nos municípios estão disponíveis no site da Instituição: defensoria.mt.def.br.
Denuncie - Quem for vítima ou identificar uma tentativa de fraude deve registrar um Boletim de Ocorrência e comunicar a instituição que teve seu nome utilizado indevidamente.
A Defensoria Pública reforça que a prevenção é uma das principais formas de evitar prejuízos. Diante de pedidos inesperados de dinheiro, especialmente quando acompanhados de pressão, ameaças ou alegações de urgência, a recomendação é parar, desconfiar e confirmar a informação antes de qualquer pagamento ou compartilhamento de dados.
Campanha Não Caia em Golpes - A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), em conjunto com o Poder Judiciário de Mato Grosso (TJMT), a Associação Mato-Grossense de Magistrados (AMAM), a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT) e a Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) lançaram, em agosto, a campanha “Não Caia em Golpes”, voltada à prevenção de crimes que utilizam a credibilidade do Sistema de Justiça para enganar a população.
A iniciativa busca alertar sobre modalidades de estelionato digital, como os golpes do falso defensor público, do falso juiz, falso advogado e falso servidor. Para levar essas informações à população, a campanha conta com diferentes ferramentas de comunicação. Uma cartilha digital explica como os criminosos agem e apresenta sinais que podem ajudar a identificar as abordagens mais comuns.