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OLHAR CRÍTICO


Escola da Defensoria capacita servidores em criminologia com foco na atuação institucional

O curso pretende aprofundar conhecimentos sobre o fenômeno criminal e fornecer ferramentas para atuação prática com base em conceitos criminológicos

Por Marcia Olivera
04 de de 2026 - 17:35
Josy Monteiro Escola da Defensoria capacita servidores em criminologia com foco na atuação institucional

Servidores são capacitados em criminologia com foco antropológico e social


A Escola Superior da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (ESDEP) iniciou nesta quarta-feira (4/2) o curso “Noções de Criminologia - Fundamentos para uma Atuação Institucional Crítica”, com o objetivo de aprofundar o conhecimento dos servidores da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) no fenômeno criminal. O curso será exclusivamente presencial, no Edifício Pantanal Business, em Cuiabá, e terá encontros a cada 15 dias. 

A formação é voltada para servidores da área meio e da área fim e oferece uma carga horária total de 12 horas, divididas em encontros de duas horas. O curso abordará temas essenciais para o trabalho dos servidores, com foco no controle social, antropologia, sociologia, e como esses conceitos são aplicados na prática, no contexto da execução penal.

O defensor público e diretor da ESDEP, Fernando Soubhia, explica que o curso tem o objetivo de dar maior complexidade ao trabalho dos servidores, permitindo uma compreensão mais ampla do fenômeno criminal. “Hoje tivemos nosso primeiro encontro do curso de noções de criminologia para os servidores da Defensoria Pública, para que tenham uma percepção mais elaborada do fenômeno criminal, saindo de uma visão mais rasa, típica daquela que a gente que sai da faculdade de direito tem, para analisar o crime como um fenômeno complexo. Se o pessoal sair de nossos encontros refletindo melhor sobre o fenômeno criminal, eu me darei por satisfeito”, afirmou.

Para a estagiária de pós-graduação, Karen Gloor, as aulas serão fundamentais para aprimorar seu conhecimento universitário e sua atuação prática. “Trabalhando na execução penal, com a Defensoria Pública, a gente precisa entender sobre o controle social, então é importante aprender sobre antropologia, sociologia. São estudos e conceitos muito amplos, então, a gente precisa desse conhecimento mais focado, para aplicar na prática”, explicou.

Já o estagiário de pós-graduação, Alexander Paz Landim, destaca a relevância do curso para sua atuação no Núcleo de Execuções Penais. “O curso é um acréscimo de conhecimento sobre a parte criminal e penal, para que possamos dominar mais as informações e dar um melhor acompanhamento ao assistido que nos procura”, disse. 

A ESDEP ainda planeja oferecer um curso com enfoque na atividade fim, que será destinado exclusivamente aos defensores públicos e suas respectivas assessorias, para aprofundar ainda mais os conhecimentos necessários para uma atuação eficaz e crítica.