Na manhã desta quinta-feira (30), a Escola Superior da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (Esdep-MT) realizou a roda de conversa “Reflexões sobre a Misoginia”.
O evento, sediado no Edifício Pantanal Business, em Cuiabá, reuniu membros da instituição e representantes da sociedade civil para debater as raízes do ódio e da aversão ao gênero feminino.

De acordo com especialistas em estudos de gênero, a misoginia é o ódio, desprezo ou aversão extrema às mulheres. É um comportamento que desvaloriza o feminino e considera as mulheres inferiores aos homens.
A solenidade também marcou a posse da nova diretoria da Associação Brasileira de Mulheres de Carreiras Jurídicas de Mato Grosso (ABMCJ-MT) para o triênio 2026-2029.

A associação passa a ser presidida pela defensora pública Tânia Regina de Matos.
“Escolhemos o dia 30 de abril, Dia Nacional da Mulher, para pautar o enfrentamento à misoginia e formalizar a nova gestão da ABMCJ. Nosso compromisso inclui a fiscalização do Orçamento Mulher e a realização de um encontro regional em Cuiabá, previsto para novembro, integrando os 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”, afirmou a nova presidente.
O Dia Nacional da Mulher, celebrado em 30 de abril, foi instituído no Brasil em 1980 (Lei 6.791) para homenagear Jerônima Mesquita, líder feminista que lutou pelo sufrágio feminino e fundou o Conselho Nacional das Mulheres. A data visa fortalecer pautas como igualdade salarial, combate à violência e maior participação política feminina.

Prevenção e educação – A coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem), Rosana Leite, ressaltou que a iniciativa cumpre o artigo 8º da Lei Maria da Penha, que estabelece diretrizes para políticas públicas de prevenção.
Segundo ela, o enfrentamento à violência de gênero exige vigilância constante: “A misoginia é estrutural e se manifesta não apenas no ódio explícito, mas em frases de efeito, piadas e tratamentos diferenciados que inferiorizam a mulher”.
